segunda-feira, 12 de novembro de 2007

TRÂNSITO DA VIDA


Saia desta garagem sofrida,
Relaxe e solte o freio de mão.
Transite numa nova avenida,
Para não se engarrafar em ilusão

A sinaleira está impedida?
Espere o verde, não ande não!
O trânsito é como a nossa vida,
Uns tem que esperar e outros vão...

Se o asfalto estiver liso e molhado,
Tenha muita cautela e atenção.
Pois conduzir a vida é complicado.

Podes ultrapassar o problema,
Mas não ande pela contramão.
Viva a vida... Siga este poema...

3 comentários:

D!d disse...

Esses meus colegas poetas são tudo de bom!
hehehe!
Abraço!

Coluna do Domingos disse...

Grande poeta, intelectual e amigo estava preso na garagem preparando uma taça de vinho intitulada: menina de Luz!, na verdade eu só via a garagem e a minha taça, de repente, eu vi a triste sina, fui expulso da garagem, entrei nesta nova avenida, na verdade estou fazendo uma caminhada na sua linda avenida iluminada, muitas árvores frondosas, sem fiscal, sem censura uma evenida livre como a liberdade, espero que você aprecie o meu passeio num mundo livre, poético, sem descriminação, sem vigilância; tudo no vôo dos pássaros e da beleza de uma liberdade plena.
Parabéns grande poeta e amigo.
Luiz Domingos de Luna
deuteronomiarte@ig.com.br

LIVRO DIGITAL - LUIZ DOMINGOS DE LUNA disse...

Planeta grão, para:
Luiz Domingos de Luna*

Outro dia, eu peguei minha luneta, me afastei bem da terra e fui olhar como é que isto funciona, olhei as cidades, cada uma com seu lindo cemitério, os túmulos bem esculpidos, tudo iluminado
- Será que eles amam o mistério ? Olhei bem os espigões verticais, pareciam latas, as pessoas entravam sorridentes nas latas – Seres humanos enlatados ?
Ao focar as ruas era um rio em movimento, um rio cheio de automóveis, tinha até os ruídos das cachoeiras, as buzinas ao som de apitos que não paravam mais. Será que eles amam o barulho ?
Coloquei uma nova objetiva e vi uma multidão entrando, casas, cubículos, celas – Será que eles amam a prisão ?
Ao girar a luneta, um novo mundo uma orla marítima cheia de humanos, trajes bem economizados, muita onda, muita prancha muito surf - Será que eles amam a liberdade ?
E ali, bem em frente um parque, cheios de bocas redondas, as bocas sempre a soltar um hálito sulfuroso em forma gasoso - Seria um parque industrial, pelo jeito sim, pois é uma entrada e saída de automóveis que não para nunca – Será que eles amam o movimento ?
Ali é um baile, não tenho dúvida, ali é um baile todos com seus corpos untados em movimentos ao som de músicas continuadas, corpos que se juntam e se deslocam em questão de segundos, um ritmo bem cadenciado numa cola que une e separa ao som da harmonia ou desarmonia do choque sonoro – Será que eles se amam entre si ?
Ai, bem ai, agora sim, encontrei uma fábrica, uma linda fábrica, tudo bem estruturado, higiênica inclusive, uma fabrica que não produz fumaça, dá muitos empregos, esquenta a economia, dá luz ao progresso, determina o que é um pais desenvolvido ou não, é base que dá sustentação ao que é, e o que não é poder, é uma maravilha da criação humana, obra prima, o poder da inteligência concentrada dos inteligíveis em projeção, um show vivo e imperdível no palco da existência dos seres humanos.
Uma linda fábrica de mísseis da última geração, não erra o alvo nunca, pronto para destruir tudo a sua frente, um britador, um demolidor, esperando somente à hora para atacar o inimigo -Que inimigo /eu/. não, - Outros seres humanos. - Será que eles amam a vida ou a morte. - Não sei !
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(* ) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora.